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NR-1 e riscos psicossociais: o que muda nas regras até 2026
Profissionais de Saúde no RN

NR-1 e riscos psicossociais: o que muda nas regras até 2026

Entenda as mudanças na NR-1 sobre riscos psicossociais e PGR para cumprimento obrigatório até maio de 2026.

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Nos últimos anos, observei que temas como saúde mental e riscos psicossociais ganharam enorme atenção no ambiente de trabalho. Em 2024, um dado do INSS me chamou muito a atenção: mais de 472.000 afastamentos profissionais foram causados por transtornos mentais, o que representa um salto de cerca de 68% em relação ao ano anterior. Essa onda crescente de afastamentos explica o motivo da recente atualização da NR-1, por meio da Portaria MTE nº 1.419/2024, publicada em agosto de 2024. Novas exigências que entram em vigor a partir de 26 de maio de 2026 prometem transformar a forma como empresas lidam com a saúde mental dos colaboradores.

O que é a NR-1 e por que ela importa tanto?

Desde 1978, a NR-1 é a base normativa das Regras de Segurança e Saúde no Trabalho (SST) no Brasil. Sempre vi nela o alicerce das obrigações de empregadores e colaboradores sobre SST, pois define princípios, deveres, campo de aplicação, documentação necessária, treinamentos obrigatórios, estruturas de gestão e, claro, a necessidade do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR).

O PGR se tornou, nos últimos anos, peça-chave para a gestão não só de riscos físicos, químicos, biológicos e ergonômicos, mas agora, com a atualização de 2024, também para riscos psicossociais. Isso amplia espaços para discussões até então pouco presentes dentro das empresas.

"A nova NR-1 coloca saúde mental no centro das estratégias corporativas."

NR-1, PGR e a entrada dos riscos psicossociais

Com a publicação da Portaria MTE nº 1.419/2024, a NR-1 passou a exigir explicitamente que as empresas identifiquem, avaliem e gerenciem riscos psicossociais dentro do PGR, tratamento já dado aos riscos tradicionais. Mas afinal, como fazer esse gerenciamento na prática? Em cada etapa do PGR, é esperado:

  • Identificação detalhada de fatores de risco psicossocial em todos os setores.

  • Avaliação qualitativa (por exemplo, entrevistas, questionários) e quantitativa (índices, dados de absenteísmo, indicadores de saúde mental).

  • Elaboração de plano de ação incluindo medidas preventivas e corretivas para cada ameaça encontrada.

  • Documentação da participação dos colaboradores, desde o diagnóstico até as soluções.

  • Treinamento contínuo de líderes, gestores e equipe sobre prevenção e manejo dos riscos psicossociais.

  • Registrar avaliações, revisões e acompanhar os resultados, monitoramento contínuo com revisões periódicas.

  • Classificação dos riscos conforme grau de severidade, frequência e impacto.

Em minha experiência na Queiroz Contabilidade, vejo que empresas que aplicam um PGR bem estruturado conseguem não só reduzir problemas internos, mas também minimizar passivos legais expressivos. Vale ressaltar que multas pelo descumprimento da NR-1 variam entre R$ 2.396,35 e R$ 6.708,08. Além disso, os benefícios vão longe: menos custos com afastamentos, menor rotatividade, menos absenteísmo e melhor ambiente de trabalho.

Principais fatores de risco psicossocial segundo a nova NR-1

Muitas pessoas ainda me perguntam o que são, na prática, esses riscos psicossociais exigidos agora pela NR-1. Listei os principais pontos abordados pela norma e exemplos reais que já presenciei:

  • Excesso de demanda: volumes de tarefas acima da capacidade diária do colaborador.

  • Sobrecarga cognitiva: informações em excesso, pressão para tomar decisões rápidas em ambientes críticos, como hospitais ou laboratórios.

  • Falta de controle/autonomia: dificuldade em tomar decisões ou interferir na própria rotina.

  • Ambiente tóxico: presença de conflitos constantes, assédio moral ou falta de respeito nas relações.

  • Insegurança no emprego: medo de demissões ou mudanças repentinas no quadro funcional.

  • Jornada imprevisível: escalas irregulares, plantões de última hora, dificuldade em planejar a vida fora do trabalho.

  • Falta de clareza nas funções: não saber exatamente o que se espera de si ou receber ordens contraditórias.

  • Mudanças mal conduzidas: fusões, aquisições ou mudanças estruturais sem comunicação adequada, causando ansiedade e insegurança.

  • Isolamento: trabalho excessivamente solitário ou afastado da equipe, geralmente visto em home office sem integração.

  • Comunicação insuficiente: falhas ao informar decisões e processos, levando à desinformação e insegurança.

Ilustração colorida de profissionais em diferentes ambientes de trabalho, destaque para sinais de estresse, excesso de papéis, computador, relógio marcando horas, e interação entre equipe, remetendo aos riscos psicossociais.

Já atendi empresas onde o simples ajuste nas escalas de trabalho e clareza na comunicação minimizaram riscos psicossociais graves.

Responsabilidades da empresa e dos colaboradores

Vejo ainda dúvidas sobre quem faz o quê nesse novo cenário. Ficou claro, lendo a legislação e acompanhando casos práticos, que as empresas têm de:

  • Realizar diagnóstico periódico dos riscos psicossociais, preferencialmente com apoio de especialistas.

  • Elaborar e atualizar PGR incluindo planos de ação detalhados para riscos psicossociais.

  • Implementar medidas corretivas e preventivas sempre que riscos forem detectados.

  • Treinar líderes e gestores não apenas em normas, mas em lidar com cenários psicossociais desafiadores.

  • Promover uma cultura interna de bem-estar e respeito às diferenças.

  • Manter toda a documentação acessível e organizada, facilitando auditorias e fiscalizações.

  • Acompanhar e revisar periodicamente os processos, ajustando estratégias e cumprimento dos prazos legais.

Do lado dos colaboradores, o papel é participar dos diagnósticos, comunicar situações perigosas, zelar pela saúde mental e seguir as medidas do PGR.

Como colocar em prática: dicas e ferramentas

Já vi muita empresa patinar nesse tema. O que costumo recomendar é o uso de checklists, pesquisas e questionários, como os modelos recentes de 37 perguntas divididas entre saúde física e mental. Essas ferramentas geram diagnósticos consistentes e permitem comparativos com o mercado.

Ferramentas digitais, como módulos de pesquisa online, facilitam o levantamento de informações e a avaliação de conformidade com a NR-1. Essas soluções mostram dados em tempo real, o que muito me ajuda no acompanhamento e ajustes rápidos no PGR.

Conselheiro explicando PGR a gestores em sala de reunião, gráficos de riscos psicossociais projetados na tela, colaboradores atentos, ambiente moderno de escritório

Se você quer exemplos de estratégias para clínicas e profissionais da saúde, recomendo a leitura do artigo sobre gestão financeira para clínicas, que traz insights valiosos sobre clima organizacional sustentável.

Consequências e oportunidades: multas, ganhos e cultura

Uma coisa é certa: empresas que não se adaptarem à nova NR-1 até maio de 2026 correm riscos significativos. Além das multas entre R$ 2.396,35 e R$ 6.708,08, existe a possibilidade de ações trabalhistas, custos elevados com afastamentos e abalo na credibilidade da marca empregadora. Por outro lado, já vi cases onde a implementação correta da NR-1 trouxe bons resultados. Entre eles:

  • Redução considerável de custos com absenteísmo, afastamentos e turnover.

  • Melhora visível no clima organizacional e satisfação da equipe.

  • Aumento real da motivação e engajamento dos colaboradores.

  • Fortalecimento da reputação como empregador que cuida das pessoas.

Aproveito para lembrar que, para quem atua como médico PJ, laboratorista ou prestador de serviço, vale conferir os novos impactos da legislação no regime de trabalho e as melhores opções de enquadramento tributário.

Orientações finais: como se preparar de verdade?

Se eu pudesse dar um único conselho para empresas de todos os portes e setores, seria: não subestime os riscos psicossociais, envolva toda a liderança e promova uma comunicação clara e sensível a todos os envolvidos. A adequação não deve ser encarada apenas como obrigação legal, mas sim como uma oportunidade para fortalecer sua empresa e proteger seus talentos.

Já vi, na prática, que buscar auxílio de quem entende do assunto – como a Queiroz Contabilidade faz para diversas áreas regulatórias e de gestão – acelera e facilita o processo de adaptação ao regramento. Ferramentas, consultorias e treinamentos personalizados são excelentes aliados, sobretudo em temas complexos.

A saúde mental ganhou peso de prioridade legal no Brasil. Não se trata mais de tendência: é lei. Essa nova NR-1 marca um momento de mudança na SST e abrange tanto profissionais autônomos como sociedades de qualquer tamanho. Falando como quem já viveu a transformação de perto, alerto: o melhor caminho é começar desde já.

Se você quer discutir o novo cenário, pensar em planos ou conhecer ferramentas digitais que realmente simplificam a adaptação à NR-1, recomendo buscar informações com a equipe da Queiroz Contabilidade. Conhecer nossos serviços pode trazer mais tranquilidade para o seu negócio, seja você médico, laboratório, clínica, representante comercial ou qualquer prestador de serviço.

Perguntas frequentes

O que é a NR-1 atualizada?

A NR-1 é a principal norma brasileira que estabelece as regras gerais da segurança e saúde no trabalho. Com a atualização de 2024, ela exige que as empresas identifiquem, avaliem e implementem planos para a gestão de riscos psicossociais, além dos riscos tradicionais. O objetivo é reduzir afastamentos, prevenir problemas legais e promover ambientes de trabalho mais saudáveis.

Quais são os riscos psicossociais no trabalho?

Riscos psicossociais são fatores organizacionais e relacionais que podem afetar a saúde mental e o bem-estar dos trabalhadores. Exemplos comuns incluem excesso de demanda, sobrecarga cognitiva, falta de autonomia, ambiente tóxico, insegurança no emprego, jornadas imprevisíveis, comunicação ruim, mudanças mal conduzidas e isolamento social dentro do ambiente de trabalho.

Como a NR-1 mudou até 2026?

A partir da Portaria MTE nº 1.419/2024, a NR-1 passou a exigir que empresas incluam riscos psicossociais em seus Programas de Gerenciamento de Riscos, com identificação, avaliação, plano de ações preventivas e corretivas, documentação, treinamento e monitoramento contínuo. Essas mudanças entram em vigor em maio de 2026.

Quem precisa seguir a nova NR-1?

Qualquer empresa ou empregador que contrate trabalhadores no Brasil deve cumprir as determinações da NR-1, independentemente do porte ou setor. Isso vale para clínicas, laboratórios, consultórios e prestadores de serviços em geral.

Como identificar riscos psicossociais na empresa?

Na prática, é recomendável usar pesquisas, entrevistas, checklists e questionários validados, ouvindo todos os setores e os próprios colaboradores. Ferramentas digitais facilitam esse levantamento. É fundamental manter registros, promover canais de escuta e envolver a liderança no diagnóstico e acompanhamento das ações. Você pode se aprofundar nesse tema usando materiais de apoio ou consultorias especializadas, como as oferecidas pela Queiroz Contabilidade.

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